As Vítimas

Justiça mantém prisão de PMs, guarda civil e garimpeiro suspeitos de chacina na divisa do AP com o PA.
Fonte Plataforma de Notícias G1: Oito garimpeiros foram mortos por engano em uma área clandestina de garimpo. Suspeitos do crime foram presos nesta terça-feira (12), em Macapá e Laranjal do Jari e passaram por audiência de custódia nesta quarta-feira (13).
Por Josi Paixão, g1 AP — Macapá, 13/08/2025 18h41.
A justiça do Amapá manteve a prisão de cinco policiais militares, um guarda civil municipal de Laranjal do Jari e um garimpeiro suspeitos de envolvimento na morte de 8 garimpeiros na divisa do Amapá com o Pará. Eles passaram por audiência de custódia nesta quarta-feira (13) e foram encaminhados ao sistema prisional.
Os suspeitos foram presos pela polícia do Amapá nesta terça-feira (12) em Macapá e Laranjal do Jari.
Os presos são:
- Douglas Vital Carvalho Costa – sargento da Polícia Militar
- Matheus Cardoso de Souza – soldado da Polícia Militar
- José Paulo Pinheiro da Silva Júnior – soldado da Polícia Militar
- Iago Jardim Fonseca – soldado da Polícia Militar
- Emerson Freitas dos Passos – soldado da Polícia Militar
- Franck Alves do Nascimento – guarda civil de Laranjal do Jari
- Benedito Rodrigues Nascimento – garimpeiro
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Amapá, Cézar Vieira, os assassinatos ocorreram no lado paraense, a cerca de 200 metros do rio Jari. Como as vítimas e os suspeitos viviam no Amapá, a investigação ficou sob responsabilidade das autoridades amapaenses.
“O cumprimento dos mandados reforça nossa convicção sobre a participação dos suspeitos. Nosso objetivo é esclarecer toda a verdade, sem deixar ninguém de fora”, afirmou o delegado-geral.
Sobre o caso
Um grupo de nove garimpeiros foi atacado enquanto negociava terras em área de garimpo ilegal na divisa com o Pará. Oito morreram e um foi resgatado com vida. A polícia acredita que eles foram confundidos com assaltantes que atuaram na região dias antes.
As informações preliminares apontam que um grupo de assaltantes estava agindo na região para roubar ouro, o que teria provocado a reação dos suspeitos da chacina.
Os corpos foram encontrados em pontos distintos da mata e do rio Jari. Duas caminhonetes usadas pelo grupo foram incendiadas.
As vítimas foram identificadas como:
Paulo Felipe Galvão Dias, 30 anos, natural de Capitão Poço – PA.
Antônio Paulo da Silva Santos, conhecido como “Toninho” – 61 anos, natural de Cedro – MA.
Dhony Dalton Clotilde Neres, conhecido como “Bofinho” – 35 anos, natural de Itaituba – PA. Era garimpeiro e praticava a atividade legalmente no município de Calçoene;
Elison Pereira de Aquino, conhecido como “Dinho” – 23 anos, natural de Laranjal do Jari – AP, atuava com transporte de combustível para o garimpo. Vítima deixou a esposa grávida. Corpo foi velado e sepultado no sul do Amapá;
Gustavo Gomes Pereira, conhecido como “Gustavinho” – 30 anos, natural de Ourilândia do Norte – PA. Segundo informações, morava em um condomínio em Macapá, era casado e pai de um bebê de 1 ano. Ele estaria no local como visitante e não possuía vínculo com atividades no garimpo;
Janio Carvalho de Castro, conhecido como “Jane”, natural de Bom Jesus do Tocantins – PA. Era garimpeiro e praticava a atividade legalmente no município de Calçoene;
José Nilson de Moura, conhecido como “Zé doido” – 38 anos, natural de Lagoa da Pedra – MA;
Luciclei Caldas Duarte, conhecido como “Tripa” – 39 anos, natural de Laranjal do Jari – AP. Era piloto da voadeira utilizada pelo grupo;
Fonte: Plataforma de Notícias G1
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