Atualizado em 21 de outubro de 2026.
Dirigir com a CNH vencida não é crime do art. 309 do CTB, e expor pessoas indeterminadas a risco não configura o art. 132 do CP. Quem foge da ordem de parada da polícia, porém, comete desobediência (STJ, Tema 1060). Abaixo estão o modelo de despacho comentado e o caminho do Termo Circunstanciado.
Despacho do Delegado de Polícia: fato atípico, desobediência e Termo Circunstanciado
Em uma frase: o Delegado não está preso à capitulação do boletim de ocorrência; em despacho fundamentado, afasta o que é atípico, enquadra o que é crime e escolhe o procedimento correto, que, na infração de menor potencial ofensivo, é o Termo Circunstanciado.

O caso: motociclista com CNH vencida foge da ordem de parada
Policiais militares dão ordem de parada a Tício Oliveira, que conduz uma motocicleta. Com a habilitação vencida, ele foge, cruza ruas e avenidas, avança semáforos vermelhos e trafega em zigue-zague. Após perseguição, é detido e apresentado na delegacia. O boletim da PM capitula o fato no art. 309 do CTB. Não há vítimas nem testemunhas apresentadas. Tício confirma que fugiu por estar com a CNH vencida.
A pergunta da prova: a conduta configura o art. 309 do CTB? Se não, qual o procedimento que o Delegado deve adotar?
As três capitulações que o Delegado precisa examinar
| Capitulação | O que o tipo exige | Conclusão no caso |
|---|---|---|
| Art. 309 do CTB | Dirigir sem permissão ou habilitação, ou com o direito de dirigir cassado, gerando perigo de dano | Atípico: Tício é habilitado; CNH vencida é só infração administrativa (CTB, art. 162, V) |
| Art. 132 do CP | Perigo direto e iminente à vida ou à saúde de pessoa determinada | Atípico: nenhuma pessoa determinada foi exposta a perigo concreto |
| Art. 330 do CP | Desobedecer a ordem legal de funcionário público | Típico: a fuga da ordem de parada em policiamento ostensivo é desobediência (STJ, Tema 1060) |
Modelo de despacho do Delegado de Polícia
Os nomes, números e dados do modelo são fictícios. Os números entre colchetes remetem às notas que vêm logo depois.
DESPACHO
Boletim de Ocorrência nº ___/2026 – [Unidade Policial] [1]
Trata-se da apresentação de TÍCIO OLIVEIRA por policiais militares, sob a imputação do crime do art. 309 do Código de Trânsito Brasileiro, por conduzir motocicleta com a habilitação vencida, após desobedecer a ordem de parada, avançar semáforos e trafegar em zigue-zague em vias desta cidade, em __/__/2026. Ouvidos o condutor e o apresentado, a quem foram assegurados o direito ao silêncio e a assistência de advogado, passo a decidir. [2]
1. Do art. 309 do CTB. O tipo pune quem dirige sem permissão ou habilitação, ou com o direito de dirigir cassado, gerando perigo de dano. O apresentado é habilitado; sua CNH apenas estava vencida, conduta prevista como infração administrativa no art. 162, V, do CTB. Não se admite analogia em prejuízo do réu para equiparar habilitação vencida à ausência de habilitação. O fato é atípico em relação ao art. 309. [3]
2. Do art. 132 do CP. O crime de perigo para a vida ou saúde de outrem exige perigo concreto, direto e iminente, a pessoa determinada. Não foi apresentada nem identificada qualquer pessoa exposta a risco efetivo. Falta a elementar do tipo, e o fato é atípico também quanto a esse crime. [4]
3. Do art. 330 do CP. O apresentado admitiu ter descumprido a ordem de parada emanada de policiais militares em policiamento ostensivo, o que se amolda ao crime de desobediência, conforme a tese fixada pelo Superior Tribunal de Justiça no Tema Repetitivo 1060 (REsp 1.859.933/SC). [5]
4. Do procedimento. A desobediência é infração de menor potencial ofensivo (Lei nº 9.099/1995, art. 61). Assim, com fundamento no art. 69 da Lei nº 9.099/1995 e no art. 2º, § 1º, da Lei nº 12.830/2013, DETERMINO A LAVRATURA DE TERMO CIRCUNSTANCIADO DE OCORRÊNCIA em desfavor de TÍCIO OLIVEIRA, pelo crime do art. 330 do Código Penal. Assumido o compromisso de comparecer ao Juizado Especial Criminal, não se imporá prisão em flagrante nem se exigirá fiança (Lei nº 9.099/1995, art. 69, parágrafo único). [6]
Determino ao Escrivão de Polícia que: [7]
- lavre o Termo Circunstanciado, com a qualificação do autor do fato, a versão do condutor e a do apresentado;
- colha o termo de compromisso de comparecimento ao Juizado Especial Criminal;
- junte imagens de câmeras corporais, de viaturas ou de monitoramento urbano, se houver;
- comunique o fato ao órgão de trânsito, para as providências administrativas cabíveis (CTB, arts. 162, V, e 195);
- remeta o Termo Circunstanciado ao Juizado Especial Criminal.
Cumpra-se.
[Cidade], __ de ________ de 2026, às __h__.
[Nome] – Delegado de Polícia
Notas ao modelo
- Natureza do ato. O despacho não é conclusão de investigação, e sim a decisão inicial sobre a capitulação e o procedimento. O texto antigo deste modelo falava em “conclusão final”, expressão que pertence ao relatório.
- Resumo e garantias. Quem, por quem, por qual imputação e o registro do direito ao silêncio (CF, art. 5º, LXIII).
- Art. 309. O inciso correto da infração administrativa é o V do art. 162 (CNH vencida há mais de 30 dias). O inciso II trata de habilitação cassada ou suspensa, hipótese diferente.
- Art. 132. Crime de perigo concreto: sem pessoa determinada exposta a risco efetivo, não há tipicidade.
- Art. 330. A tese do Tema 1060 é vinculante para os tribunais e dá segurança à capitulação.
- TCO, não flagrante. Na infração de menor potencial ofensivo, o compromisso de comparecer afasta a prisão em flagrante.
- Determinações. A prova em vídeo e a comunicação ao órgão de trânsito separam a esfera penal da administrativa.
Variações do caso: quando a resposta muda
- Condutor nunca habilitado: se a direção gerou perigo de dano, há o crime do art. 309 do CTB, que também é de menor potencial ofensivo. Sem perigo de dano, resta a infração administrativa do art. 162, I.
- Habilitação cassada: o art. 309 alcança expressamente quem dirige com o direito de dirigir cassado, gerando perigo de dano.
- Habilitação suspensa por decisão administrativa ou judicial: examinar o art. 307 do CTB, que pune quem viola a suspensão ou a proibição de dirigir imposta com fundamento no Código.
- Pedestre ou motorista identificado que quase foi atingido: com pessoa determinada exposta a perigo concreto, o art. 132 do CP volta a ser examinado.
- Ordem de parada dada só por agente de trânsito, em fiscalização administrativa: a tese do Tema 1060 trata da ordem dada em policiamento ostensivo, para prevenção e repressão de crimes. Fora desse contexto, a análise do art. 330 exige cautela, porque o art. 195 do CTB já prevê sanção administrativa.
Erros comuns neste despacho
- Aceitar a capitulação do boletim sem examiná-la. A Polícia Militar registra; quem enquadra juridicamente é o Delegado.
- Lavrar auto de prisão em flagrante em infração de menor potencial ofensivo quando o autor assume o compromisso de comparecer.
- Citar o inciso errado do art. 162 do CTB.
- Afirmar o art. 132 do CP sem vítima determinada.
- Deixar de fundamentar a atipicidade. A decisão que afasta um crime precisa ser tão fundamentada quanto a que o reconhece.
Dispositivos legais aplicáveis
- Arts. 162, 195, 307 e 309 do Código de Trânsito Brasileiro: infrações administrativas de habilitação e de desobediência à ordem de autoridade de trânsito; crimes de violação da suspensão e de direção sem habilitação.
- Arts. 132 e 330 do Código Penal: perigo para a vida ou saúde de outrem e desobediência.
- Arts. 61 e 69 da Lei nº 9.099/1995: conceito de infração de menor potencial ofensivo e Termo Circunstanciado.
- Art. 2º, § 1º, da Lei nº 12.830/2013: condução da investigação pelo Delegado de Polícia.
Doutrina e jurisprudência: o que é pacífico e o que é controvertido
Pacífico: o art. 309 exige perigo concreto. Desde a Súmula 720 do STF, o art. 309 do CTB substituiu o art. 32 da Lei de Contravenções Penais na direção sem habilitação em vias terrestres e passou a exigir perigo de dano. A doutrina majoritária também entende que a CNH vencida não equivale à falta de habilitação, por ausência de previsão legal.
Pacífico: o art. 132 exige pessoa determinada. A doutrina, como Fernando Capez no Curso de Direito Penal (volume 2), classifica o crime como de perigo concreto e exige que o risco recaia sobre pessoa certa e seja iminente. A mera possibilidade de perigo futuro, ou o risco à coletividade indeterminada, não basta.
Controvertido: desobediência na fuga de abordagem. Antes do Tema 1060, parte da jurisprudência considerava atípica a fuga, por duas razões: o direito de não produzir prova contra si e a existência de sanção administrativa no art. 195 do CTB. O STJ superou a divergência em 2022, ao fixar que a fuga da ordem de parada em policiamento ostensivo é desobediência. Ainda assim, há decisões posteriores que tratam a fuga como autodefesa em situações específicas, como noticiou o Conjur sobre julgado do TJ-SP em 2023.
Em debate no Legislativo. Há projetos de lei para criar crime específico de fuga de abordagem policial, como o PL nº 5.290/2025. Até a data desta atualização, a conduta continua enquadrada no art. 330 do CP.
Casos reais
Caso real 1: STJ, Terceira Seção, REsp 1.859.933/SC, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, julgado em 9/3/2022 (Tema Repetitivo 1060, Informativo 732). O STJ fixou que a desobediência à ordem legal de parada, dada por agentes públicos em policiamento ostensivo para prevenção e repressão de crimes, é conduta típica do art. 330 do CP. O tribunal entendeu que o direito à não autoincriminação não autoriza descumprir ordem legal. Consulte o Tema 1060 no portal do STJ.
Caso real 2: STJ, Sexta Turma, HC 226.128/TO, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 7/4/2016. No homicídio culposo na direção de veículo, o STJ afastou a causa de aumento de “não possuir permissão para dirigir ou carteira de habilitação” para o motorista com CNH vencida. O tribunal destacou que o próprio CTB trata de forma separada as duas situações e que não cabe analogia contra o réu. O raciocínio é o mesmo que afasta o art. 309. Consulte o acórdão no portal do STJ.
Caso real 3: Súmula 720 do STF. A súmula estabelece que o art. 309 do CTB, que reclama decorra do fato perigo de dano, derrogou o art. 32 da Lei de Contravenções Penais no tocante à direção sem habilitação em vias terrestres. É a base para exigir perigo concreto no crime de direção sem habilitação. Consulte a súmula no portal do STF.
Casos hipotéticos
Fato fictício – Caso hipotético 1. Uma motorista com CNH vencida há dois meses é parada em blitz, obedece à ordem e apresenta os documentos. Não há crime: a conduta é apenas a infração administrativa do art. 162, V, do CTB. O Delegado, se o caso chegar à delegacia, registra a atipicidade e devolve a questão ao órgão de trânsito.
Fato fictício – Caso hipotético 2. Um jovem que nunca tirou habilitação foge da PM e, na fuga, quase atropela um ciclista identificado, que presta depoimento. Há direção sem habilitação gerando perigo de dano (CTB, art. 309) e desobediência (CP, art. 330). Somadas as penas máximas, o Delegado verifica se o concurso de crimes ainda permite o rito do Juizado.
Fato fictício – Caso hipotético 3. Um condutor com o direito de dirigir suspenso por decisão administrativa definitiva é flagrado dirigindo, sem fuga nem perigo concreto. O Delegado afasta o art. 309, por ausência de perigo de dano, e examina o art. 307 do CTB, que pune a violação da suspensão imposta com fundamento no Código.
Opinião do Autor
Neste caso, Tício não cometeu o crime do art. 309 do CTB nem o do art. 132 do CP, mas cometeu desobediência, e o procedimento correto é o Termo Circunstanciado.
Meu primeiro fundamento é a legalidade estrita. O art. 309 do CTB pune quem dirige sem habilitação ou com o direito de dirigir cassado. Tício é habilitado, e a CNH vencida é tratada pelo próprio Código como infração administrativa, no art. 162, V. Equiparar as duas situações seria analogia contra o réu, como o STJ já recusou no HC 226.128/TO.
O segundo fundamento é a estrutura do art. 132 do CP. Trata-se de crime de perigo concreto, que exige pessoa determinada exposta a risco direto e iminente. A direção em zigue-zague e o avanço de sinais criam risco à coletividade, mas a PM não apresentou nenhuma vítima, e não cabe ao Delegado presumi-la.
O terceiro fundamento é o Tema 1060 do STJ. A fuga da ordem de parada dada em policiamento ostensivo é desobediência, e a tese vincula os tribunais. Como a pena máxima é de seis meses, o caminho é o Termo Circunstanciado: assumido o compromisso de comparecer ao Juizado, não há prisão em flagrante (Lei nº 9.099/1995, art. 69, parágrafo único).
Reconheço a corrente que vê na fuga um exercício de autodefesa e considera suficiente a sanção administrativa do art. 195 do CTB. Com o Tema 1060, porém, essa posição perdeu espaço na prática policial e judicial.
O Delegado não carimba o boletim da PM: examina cada tipo penal, afasta o que é atípico e enquadra apenas o que é crime.
Ronaldo Entringe, Delegado de Polícia Civil
Aplicação prática: dicas de elaboração e atribuição do Delegado
- Analise cada capitulação em tópico próprio. Um item para cada tipo penal examinado deixa claro, para o juiz e para o MP, por que cada um foi afastado ou reconhecido.
- Procure a vítima determinada. Antes de afastar o art. 132 do CP, pergunte ao condutor se alguém foi efetivamente exposto a risco e se há imagens.
- Confira a situação da habilitação no sistema. Vencida, suspensa, cassada ou inexistente: cada situação leva a uma capitulação diferente.
- Escolha o procedimento certo. Termo Circunstanciado para a infração de menor potencial ofensivo; despacho sobre a lavratura do flagrante quando o crime não for de menor potencial; portaria de instauração do inquérito quando houver crime sem flagrância. A investigação que segue por inquérito termina no modelo de relatório final de inquérito policial.
Como cai na prova
Questão discursiva simulada. A Polícia Militar apresenta na delegacia um motorista com CNH vencida há quatro meses que fugiu de uma ordem de parada durante patrulhamento, avançando sinais vermelhos. O boletim capitula o fato no art. 309 do CTB. Não há vítima identificada. Como Delegado, redija o despacho, examine as capitulações possíveis e indique o procedimento cabível.
Espelho de correção (10 pontos).
- Atipicidade do art. 309 do CTB, com distinção entre CNH vencida e ausência de habilitação (CTB, art. 162, V): 2,5 pontos.
- Atipicidade do art. 132 do CP, por ausência de pessoa determinada exposta a perigo concreto: 2,0 pontos.
- Tipicidade do art. 330 do CP, com menção ao Tema 1060 do STJ: 2,5 pontos.
- Lavratura de Termo Circunstanciado, sem prisão em flagrante, se assumido o compromisso de comparecimento (Lei nº 9.099/1995, arts. 61 e 69): 3,0 pontos.
Armadilha da banca: aceitar a capitulação do boletim da PM. O examinador quer ver o Delegado enquadrar o fato com autonomia técnica.
Perguntas frequentes
Dirigir com CNH vencida é crime?
Não. O art. 309 do CTB pune quem dirige sem permissão ou habilitação, ou com o direito de dirigir cassado, gerando perigo de dano. Quem tem CNH vencida é habilitado, e a conduta configura apenas a infração administrativa gravíssima do art. 162, V, do CTB, quando o vencimento passa de 30 dias.
Fugir da ordem de parada da polícia é crime?
Sim. No Tema Repetitivo 1060, o STJ fixou que desobedecer a ordem legal de parada dada por agentes públicos em policiamento ostensivo, para prevenção e repressão de crimes, configura o crime de desobediência do art. 330 do Código Penal. A tese vincula os tribunais e orienta a capitulação na delegacia.
Quem dirige perigosamente comete o crime do art. 132 do CP?
Só se houver pessoa determinada exposta a perigo concreto, direto e iminente. O art. 132 é crime de perigo concreto, e o risco genérico à coletividade não basta. Sem vítima identificada e sem prova do risco efetivo a ela, o fato é atípico quanto a esse crime.
Na desobediência, o Delegado lavra flagrante ou Termo Circunstanciado?
Termo Circunstanciado. A desobediência tem pena máxima de seis meses e é infração de menor potencial ofensivo. Se o autor assumir o compromisso de comparecer ao Juizado Especial Criminal, não se impõe prisão em flagrante nem se exige fiança, conforme o art. 69, parágrafo único, da Lei nº 9.099/1995.
O Delegado pode mudar a capitulação feita pela Polícia Militar?
Sim. O boletim da Polícia Militar registra o fato, mas o enquadramento jurídico é atribuição do Delegado de Polícia, que conduz a investigação com análise técnico-jurídica (Lei nº 12.830/2013, art. 2º). Por isso, o despacho deve examinar cada capitulação e fundamentar a que for adotada.
Conclusão
O despacho deste caso mostra o Delegado exercendo o juízo técnico que a lei lhe atribui: afasta o art. 309 do CTB, porque CNH vencida não é falta de habilitação; afasta o art. 132 do CP, por falta de pessoa determinada; e reconhece a desobediência, nos termos do Tema 1060 do STJ, com lavratura de Termo Circunstanciado.
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Sobre o autor
Ronaldo Entringe é Delegado de Polícia Civil do Amapá e Delegado-Chefe da Divisão Especial de Combate à Corrupção (DECOR/PCAP), com 15 anos de experiência policial, boa parte dela no atendimento de ocorrências apresentadas pela Polícia Militar em plantão. É professor de Medicina Legal, escritor e mentor de candidatos ao concurso de Delegado de Polícia. Cursa o mestrado em Ciberdelincuencia na Universitat Oberta de Catalunya (UOC).
Aviso editorial. Este conteúdo tem finalidade educativa. O modelo de despacho é didático, usa nomes e dados fictícios e deve ser adaptado à norma da Polícia Civil de cada Estado e ao caso concreto. Os casos hipotéticos não se referem a pessoas ou fatos reais.
Aviso de atualização. Texto revisado em 21 de outubro de 2026. Esta versão corrige o inciso da infração administrativa de CNH vencida (CTB, art. 162, V), incorpora a tese do Tema Repetitivo 1060 do STJ sobre a desobediência à ordem de parada, acrescenta variações do caso, doutrina, jurisprudência, questão comentada e FAQ.
